O escritor franco-argelino Boualem Sansal, em Estrasburgo (Baixo Reno), 26 de janeiro de 2026.

O suspense foi limitado, o plebiscito não foi menos espetacular: por vinte e cinco votos em vinte e seis eleitores (um Imortal votou em branco), Boualem Sansal foi eleito, à primeira volta, para a Academia Francesa, quinta-feira, 29 de janeiro. O escritor franco-argelino, de 81 anos, candidatou-se ao lugar número 3, vago desde a morte do advogado Jean-Denis Bredin, em 1er Setembro de 2021. A partir de Mundoele confidencia seu “espanto” perante esta votação que lhe dá a impressão “entrar na história da França”.

Esta eleição ocorre menos de três meses depois de Boualem Sansal, que foi detido em 16 de novembro de 2024 em Argel e condenado a cinco anos de prisão, nomeadamente por “minar a unidade nacional”, na sequência de comentários sobre as fronteiras entre a Argélia e Marrocos, ter sido perdoado pelo presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune, por intercessão da Alemanha. Antes desta detenção, o autor de Ao vivo (Gallimard, 2024) diz que nunca teria “ousado” enfrentar “Evereste” o que lhe parecia ser a Academia Francesa. A instituição Quai de Conti, porém, já lhe havia concedido dois importantes prêmios literários: em 2013, o do mundo francófono, e em 2015, o Grand Prix du Novel de 2084 (Gallimard) – recompensa compartilhada com Os Preponderantes por Hedi Kaddour (Gallimard itou).

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