Ahmed Al-Jarjis apresentou-se com uma espingarda na mão, na manhã de segunda-feira, 26 de janeiro, em frente às portas do centro de segurança interna, instalado no quilómetro 7 da estrada que vai a norte de Deir ez-Zor. Depois de recuperarem o controlo desta província predominantemente árabe no nordeste da Síria, as autoridades de Damasco apelaram aos homens árabes e curdos que lutaram nas Forças Democráticas Sírias (SDF, dominadas pelos curdos) para se apresentarem para um processo de reconciliação.
À entrada do edifício, anteriormente ocupado pelas Asayiches (forças de segurança interna curdas), os guardas colocam Ahmed Al-Jarjis a entregar a sua arma. A fotografia será divulgada nas redes sociais para tranquilizar os veteranos das FDS, que ainda eram poucos quando o centro abriu. “Os combatentes têm medo de serem presos se vierem. Pessoas que, como eu, passaram pelo processo de reconciliação irão tranquilizá-los. Somos bem tratados”garante o jovem de 25 anos, que se presta ao jogo.
O procedimento de reconciliação implementado pelas autoridades de transição sírias segue o modelo daquele que foi imposto aos soldados e oficiais do antigo regime, após a queda do ditador Bashar Al-Assad em 8 de dezembro de 2024. “Qualquer pessoa que não entregue a arma e conclua o procedimento de reconciliação dentro do prazo estipulado será procurada. Teremos todas as informações, porque a região está agora sob nosso controle”, afirmou. alerta Mohamed Al-Riani, porta-voz do Ministério do Interior presente no site.
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