Soldados escoltam um cidadão chinês, capturado durante uma operação em um centro de golpes online na Birmânia, antes de sua extradição para a China, no distrito de Mae Sot (Tailândia), em 20 de fevereiro de 2025.

Na quinta-feira, 29 de janeiro, a China executou 11 pessoas ligadas ao crime organizado na Birmânia, incluindo “membros-chave” envolvidos em centros de golpes online, informou a agência de notícias estatal Xinhua.

“As execuções foram levadas a cabo por um tribunal na cidade de Wenzhou, província de Zhejiang, no leste da China, após receberem a aprovação do Supremo Tribunal Popular”anunciou o órgão estadual. Os arguidos foram condenados em setembro de 2025 pelo mesmo tribunal por homicídio doloso, lesão corporal dolosa, fraude e até “criação de casinos”.

O Supremo Tribunal Popular Chinês aprovou posteriormente a decisão, tendo sido declaradas as provas produzidas relativamente a estes crimes cometidos desde 2015. “conclusivo e suficiente”ainda segundo a Nova China.

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Entre os executados estavam membros do “Grupo criminoso da família Ming”cujas atividades contribuíram para a morte de 14 cidadãos chineses e feridos “muitas outras pessoas”.

A junta birmanesa faz vista grossa

Em Mianmar, complexos extensos, onde golpistas online atacam estrangeiros com fraudes românticas e comerciais, prosperaram ao longo da porosa fronteira com a Tailândia desde o início da guerra civil, desencadeada por um golpe militar em 2021.

A maioria dos locais está sob o controle de grupos criminosos chineses, associados às milícias birmanesas. Segundo especialistas, a junta faz vista grossa a estas redes nas mãos das suas milícias aliadas, que, em troca, controlam as regiões fronteiriças em seu nome.

Mas o governo está sob pressão da China, irritado com o número de seus cidadãos que participam nestas atividades ou são alvos.

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O mundo com AFP

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