Um drone Bayraktar Akinci do fabricante turco Baykar, durante o International Air and Space Show, no aeroporto de Le Bourget (Seine-Saint-Denis), 15 de junho de 2025.

Numa altura em que Bamako sofria o peso do bloqueio de combustível imposto pelo Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (GSIM, a subsidiária saheliana da Al-Qaeda), a realização bem-sucedida do evento teve um valor simbólico. A de um parceiro, a Turquia, que não desiste dos seus aliados, mesmo nos piores momentos. Drones de vigilância, metralhadoras, pistolas automáticas… Em meados de Novembro de 2025, enquanto a junta governante lutava para encher estações de serviço sob pressão jihadista, a Bamex 2025, uma feira comercial para a indústria de defesa turca, foi realizada no centro de exposições da capital.

Durante três dias, as principais empresas turcas de equipamento militar elogiaram a qualidade dos seus produtos. E lembrou que o Mali era um dos seus melhores clientes africanos desde que a junta, liderada pelo General Assimi Goïta, assumiu o comando durante um golpe de Estado em Agosto de 2020. Já a exercer o seu poder brando no país através de várias bolsas comerciais, ONG ou escolas islâmicas, a Turquia, tal como a Rússia, precipitou-se para a brecha de segurança aberta após a demissão, em 2022, do exército francês pelos militares no poder.

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