Na Assembleia Nacional, quarta-feira, 28 de janeiro, assim como no Senado, uma semana antes, Xavier Piechaczyk convenceu os parlamentares de que seria um bom chefe da RATP. Com 58 votos em 70 expressos entre os membros dos comités de desenvolvimento sustentável das duas Câmaras, esta pontuação é mais do que suficiente, na medida em que, nos termos do artigo 13.º da Constituição, uma maioria de dois terços teria de se opor para obstruir o desejo de Emmanuel Macron de nomear o chefe da RTE (Rede de Transporte de Electricidade) à frente da autoridade parisiense.
A sua nomeação terá agora de ser validada por decreto em Conselho de Ministros, formalidade que encerrará o longo processo que os candidatos vencidos ao cargo – eram uma dezena – qualificaram de caótico, considerando opacas as regras do jogo.
Perante os senadores e depois os deputados, o Sr. Piechaczyk provou que sem dúvida trabalhou nos seus dossiers. Sem dúvida quem não o conhece ficará surpreso com seu fluxo curioso e suas pausas um tanto longas. Vestígios de uma antiga gagueira que ele trabalhou arduamente para superar, relatam vários de seus familiares. Prestando homenagem à ação de seu antecessor, Jean Castex, cuja RATP luta para lamentar, ele mostrou estar ciente dos desafios de uma empresa cujo monopólio é atacado por todos os lados.
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