Criada em 2002 e ampliada de onze para vinte e cinco dias em julho de 2021, a licença-paternidade é muito procurada entre os homens. Um número crescente deles o utiliza, e ainda mais desde a reforma, conclui estudo do Instituto Nacional de Estudos Demográficos publicado quarta-feira, 28 de janeiro, na revista População e sociedades.
Mais de oito em cada dez homens (81%) gozam além da parcela obrigatória de quatro dias – que se somam aos três dias obrigatórios de licença por nascimento previstos no momento da chegada da criança. Em outras palavras, “mais de quatro em cada cinco crianças nascidas entre julho de 2021 e dezembro de 2023 viram o pai gozar total ou parte da licença de paternidade além da semana obrigatória”notam os autores do artigo, que se basearam em dados do inquérito “Famílias e Empregadores” realizado em 2024.
“Três quartos dos pais usuários tomam por vinte dias ou mais”explica a Mundo a pesquisadora Anne Solaz, uma das autoras. E 59% delas fazem pleno uso, durante os vinte e cinco dias previstos em lei, o que as leva a passar vinte e oito dias de folga com o filho nos primeiros seis meses. O prolongamento do sistema não teve, portanto, um efeito dissuasor; pelo contrário, a taxa de recurso é ainda mais elevada do que antes da reforma.
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