No campo de futebol do campo de refugiados de Aida, na Cisjordânia ocupada, jovens palestinos participam de um treino, em 16 de dezembro de 2025.

Jana Jaber, 15 anos, é uma promissora jogadora de futebol palestina. Neste domingo, no final de janeiro, ela vestiu a camisa da seleção nacional sub-16 para treinar com os companheiros do clube Aida, campo de refugiados em Belém, na Cisjordânia ocupada. O treino é como qualquer sessão de qualquer clube onde brincam crianças e adolescentes. Mas a semelhança pára nos aquecimentos, nos apitos, nas bolas voadoras: o estádio de futebol, feito de relva artificial, é limitado de um lado pelo imenso muro de separação construído por Israel há mais de vinte anos, do outro pelo campo de refugiados, onde vivem mais de 7.000 pessoas desde 1950.

O terreno, construído há cinco anos, foi ameaçado de destruição pelas autoridades israelitas no início de Dezembro. Razão apresentada para as ordens de demolição afixadas no portão do estádio: razões de segurança. O que entristece Munther Amira, 54 anos, pilar do clube, figura da luta não violenta contra a ocupação israelense na Cisjordânia: “O estádio foi construído em 2019. Estamos instalados em um terreno que pertence à Igreja Armênia. Tudo está claro. E ninguém entende o que pode estar ameaçado aqui. »

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