Após o anúncio na terça-feira, 20 de janeiro, de um plano de reorganização que poderá levar à eliminação de 2.400 cargos em França, o grupo de serviços de TI Capgemini vive uma nova crise ligada, desta vez, ao seu trabalho para a polícia federal de imigração americana (Immigration and Customs Enforcement, ICE). Este último é fortemente questionado pelos seus métodos, após a morte de dois cidadãos americanos, Renee Nicole Good e Alex Pretti, ocorrida durante operações realizadas nas últimas semanas em Minnesota.
O meio online L’Observatoire des Multinationales revelou, quarta-feira, 21 de janeiro, que a Capgemini Government Solutions (CGS), entidade norte-americana do grupo francês, obteve, no dia 18 de dezembro de 2025, pelo ICE, um contrato no valor de 4,8 milhões de dólares (4 milhões de euros). Sua finalidade, claramente indicada no documento publicado pela agência federal de compras americana, consiste em “obter serviços de rastreamento de saltos para operações de execução e deportação”. No total, 13 empresas assinaram este contrato com o ICE, incluindo o americano GEO Group, que gere centros de detenção privados para o governo.
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