Não poderíamos ter sonhado com um símbolo melhor. Como mascote da conferência mundial do clima (COP30), que acontecerá de 10 a 21 de novembro em Belém, as autoridades brasileiras escolheram o Curupira. Com cabelos de fogo e olhar penetrante, esse personagem lendário do folclore amazônico é o protetor da floresta tropical. Travesso, tem o hábito de enganar os caçadores graças aos seus pés voltados para trás. Impossível segui-lo e difícil saber se ele está avançando ou retrocedendo…
Indescritível, o Curupira é como esta COP Amazônica, considerada por todos os interessados como uma das mais incertas da história das negociações climáticas. Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, apostou tudo nesta conferência altamente divulgada, simbolicamente organizada na foz do Amazonas. Contra todas as probabilidades, o presidente de esquerda pretende fazer progressos concretos.
“Esta COP ocorre em um contexto muito complexo”, reconhece Marina Silva. Perto do Mundoo emblemático ministro do Meio Ambiente de Lula evoca as inúmeras “conflitos armados e guerras comerciais” que, de Gaza à Ucrânia através de tarifas alfandegárias, “minar o espírito de cooperação e solidariedade, essencial para responder à crise ambiental”.
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