“Paffman”, em reportagem a ele dedicada durante o show “Sept à quatre”, na TF1, 2 de novembro de 2025.

Uma investigação sobre apologia ao estupro foi aberta no final de agosto, após uma denúncia aos tribunais sobre comentários feitos pelo influenciador masculinista “Paffman” em sua conta no TikTok, soube a Agence France-Presse junto ao Ministério Público de Lille na terça-feira, 4 de novembro.

Num vídeo publicado no final de agosto, o influenciador, que era então seguido por 60 mil pessoas na rede social, declarou ter ultrapassado as 20 recusas manifestadas pela namorada em ter relações sexuais com ele.

Foi o reitor da Faculdade de Ciências Jurídicas, Políticas e Sociais de Lille, onde o jovem estuda, quem intentou uma acção judicial ao abrigo do artigo 40.º do Código de Processo Penal, que exige “qualquer funcionário público que, no exercício das suas funções, tome conhecimento de um crime ou contravenção” pegar “sem demora” justiça.

Na terça-feira, a Ministra Delegada responsável pela igualdade entre mulheres e homens, Aurore Bergé, anunciou que havia feito um novo relatório “seguindo comentários repetidos de “Paffman””. “Devemos acabar com a cultura do estupro. A lei mudou, a cultura deve mudar”ela escreveu em Ainda ativo na terça-feira, a conta dele apareceu como “banido” do TikTok na manhã de quarta-feira.

O mundo com AFP

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