Inebriado pela aliança histórica nas eleições municipais de 1983 entre a direita e a extrema direita na cidade, Jean-Marie Le Pen, então presidente da Frente Nacional, consagrou Dreux (Eure-et-Loir) “túmulo de reis e berço da Frente Nacional”. Estes tempos parecem muito distantes. A poucas semanas das eleições municipais de março, o Movimento Nacional (RN) segue discreto. Sua delegada departamental e assessora regional, Virgínia De Oliveira, mantém dúvidas sobre a presença de lista do RN nas eleições. “Estamos trabalhando nisso, mas não comunicaremos até o final de janeiro”, ela foge.
Em 2020, com 7,3% dos votos expressos, o RN foi eliminado no primeiro turno num contexto de forte abstenção (64,1%). No entanto, o partido hoje liderado por Jordan Bardella continua a servir de bússola para os atores políticos locais. É precisamente o risco de reaproximações e acordos eleitorais entre a direita e o RN que Pierre-Frédéric Billet invocou para se distanciar do seu partido.
O prefeito de Dreux Les Républicains (LR) anunciou, em 12 de dezembro de 2025 nas redes sociais, que não buscaria a nomeação de LR. “Optei por sair do silêncio para denunciar os erros do partido ao qual pertenço há trinta anos… Na verdade, está a tornar-se óbvio que a palavra de ordem para as eleições autárquicas de 2026 será encorajar as listas da direita a fundirem-se na segunda volta com as da extrema-direita. » E invocar valores gaulianos e quiracianos, aos quais LR, segundo ele, dá as costas.
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