CRÔNICA – Semana sim, semana não, nosso colunista dá uma olhada irônica nas notícias. Hoje, ele conta a história de uma refeição fictícia que aconteceria… no dia 24 de janeiro.

Neste sábado eu e minha família nos reunimos para comemorar o Natal. Por que comemorar o Natal em 24 de janeiro? Bem, porque a França é um país secular e não há razão para se alinhar com os fanáticos por Jesus.

O mínimo que podemos dizer é que a passagem de ano foi agitada. Tudo começou no aperitivo, quando meu irmão teve a boa ideia de falar de política. Ele planeja votar em Édouard Philippe em 2027… Philippe, recorde-se, é um ex-LR; LR é o antigo partido de Eric Ciotti; Ciotti é aliado do RN; e o RN foi fundado pela Waffen SS. Que tristeza ver o meu irmão cair nos braços da extrema direita – o que diria a minha mãe, ela que sempre nos ensinou a construir pontes em vez de muros? E o meu pai, que resistiu durante a Segunda Guerra Mundial em 1944? Eu escolhi não responder a ele. Para não estragar a noite. Para não me rebaixar ao nível dele. Meu irmão, coitado, é quinze anos mais velho que eu (a velhice é definitivamente…

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