O Ministério das Relações Exteriores da Argélia convocou o encarregado de negócios da embaixada francesa em Argel no sábado, 24 de janeiro, para protestar contra um número do “Complément d’investigation”, transmitido quinta-feira na France 2, dedicado à crise diplomática entre os dois países.

Num comunicado de imprensa, Alger descreve a transmissão como “tecido de inverdades”chegando ao ponto de denunciar “uma verdadeira agressão contra o Estado argelino, as suas instituições e os seus símbolos”.

O ministério questiona também a participação do embaixador francês na Argélia, Stéphane Romatet, que chefia a embaixada em Paris depois de deixar o país a pedido do presidente Emmanuel Macron, num contexto de crise bilateral persistente desde o verão de 2024.

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Nesta edição, o embaixador regressa em particular à decisão do Presidente da República, Emmanuel Macron, no final de julho de 2024, de apoiar a proposta marroquina de autonomia para o disputado território do Sahara Ocidental, seguida da retirada por Argel do seu embaixador em Paris. Argel apoia os separatistas da Polisário, que se opõem a Rabat, neste conflito.

O reitor da Grande Mesquita de Paris, Chems-Eddine Hafiz, próximo do Presidente Abdelmadjid Tebboune, afirma no programa que este apoio de Paris a Rabat no Sahara Ocidental “terminou o relacionamento” entre os dois chefes de estado.

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O mundo com AFP

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