“O servidor explodiu, então devemos voltar esta tarde, vai funcionar.” » Esta quarta-feira, 24 de janeiro de 1996, foi diferente de qualquer outra para os operadores da Web, pois um cibercafé em Besançon abriu seis meses antes. Marie-Christine Barbraud, a chefe, tenta ao máximo atender as ligações incessantes, enquanto serve café e panquecas aos clientes, mais numerosos do que nunca, sob o olhar das câmeras.

Desde a madrugada, os jornalistas já afluíam à porta do estabelecimento. Durante o dia, os curiosos o seguiram. “Não podíamos mais voltar para casa, não podíamos mais fazer ligações. As pessoas faziam fila na rua. Estava lotado! Todos queriam estar lá”diz, trinta anos depois, o seu então marido, Pascal Barbraud, na origem desta comoção.

Para compreender esta confusão, devemos primeiro recordar a época: os jornalistas de televisão dizem “Veb” para “Web”, os franceses entrevistados na rua pensam que a Internet é um “caixa temporária”e, na tela, o ator Thierry Lhermitte explica que é possível baixar um trailer no computador, ao custo de uma pequena espera – “entre dez minutos e um quarto de hora”.

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