O presidente americano, Donald Trump, ameaçou no sábado, 24 de janeiro, impor “100% de direitos aduaneiros” sobre as importações canadenses para os Estados Unidos no caso de um acordo comercial entre o Canadá e a China, depois que o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, anunciou um acordo preliminar em Pequim, na semana de 12 a 18 de janeiro.
Se Mark Carney “pensa que vai fazer do Canadá um “porto-depósito” para a China enviar suas mercadorias e produtos para os Estados Unidos, está gravemente enganado”escreveu Donald Trump em sua rede, Truth Social, acrescentando: “A China comerá o Canadá vivo, devorá-lo-á completamente, destruindo inclusive os seus negócios, o seu tecido social e o seu modo de vida em geral. »
Segundo o presidente americano, o “globalista” Mark Carney, que celebrou um acordo comercial com Pequim, no âmbito da diversificação das relações do Canadá, seria culpado de apaziguamento para com o Partido Comunista Chinês. Em outra mensagem, ainda no Truth Social, na sexta-feira, Donald Trump afirmou que o Canadá seria “devorado” pela China em menos de um ano.
As relações entre os Estados Unidos e o Canadá estão no nível mais baixo de todos os tempos. Desde o seu regresso à Casa Branca, há um ano, Donald Trump tem repetido regularmente que deseja que o Canadá se torne o 51ºe Estado americano. Na noite de segunda para terça-feira, 20 de janeiro, enquanto as ambições americanas na Gronelândia preocupavam os aliados de Washington, o presidente americano publicou no Truth Social uma série de fotos geradas por inteligência artificial onde o vemos no Salão Oval com líderes europeus em frente a um mapa onde a bandeira americana cobre os Estados Unidos mas também o Canadá, a Gronelândia e a Venezuela.
No Fórum Económico Mundial em Davos, sem mencionar o nome de Donald Trump, Mark Carney castigou as grandes potências que utilizam direitos aduaneiros “como uma alavanca” e cadeias de suprimentos como “vulnerabilidades para explorar”.