No porão do sítio histórico da Biblioteca Nacional da França, localizado na rue Vivienne, em Paris, quase um milhão de mapas, globos, arquivos de expedições, diários de viagem e outros tesouros ligados à cartografia são mantidos longe da vista e dos perigos da luz.

O “Globo Verde”, com a primeira menção “América”

Aí encontramos nomeadamente o imenso mapa-múndi de Sébastien Cabot, impresso em 1544, com um aspecto enciclopédico e num estado de conservação deslumbrante, ou o mapa onde aparece a primeira representação da África do Sul, executada pelo naturalista francês François le Vaillant após as suas duas viagens a esta parte do mundo. Será oferecido pessoalmente a Luís XVI, apaixonado pela geografia e pela exploração.

Por fim, é nestas reservas do Departamento – divididas em cerca de trinta “lojas” – que se guarda o “Globo Verde”, globo terrestre feito em 1506 que inclui a primeira menção ao Novo Mundo sob o nome de “América”, em homenagem ao navegador florentino Américo Vespúcio (1454-1512). Vespúcio é de facto considerado o primeiro europeu a compreender que as terras reconhecidas por Cristóvão Colombo constituíam um novo continente e não uma extensão da Ásia.

A partir de 24 de março, a BnF irá revelar ao grande público um certo número destes mapas no âmbito da exposição “Mapas Imaginários”, que nos apresentará mundos inexplorados, míticos ou literários através de 200 obras.

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