Os promotores chilenos anunciaram na noite de quinta-feira a prisão do principal suspeito do incêndio florestal que causou a maioria das 21 mortes no sul do Chile, onde os bombeiros lutam contra as chamas desde sábado.
A polícia prendeu “um homem adulto envolvido no incêndio”, disse à imprensa Marcela Cartagena, promotora da região de Biobio onde morreram 20 pessoas (a 21ª morte ocorreu na região vizinha de Ñuble).
Desde o início da semana, as autoridades já prenderam outros três suspeitos, um dos quais foi libertado. As autoridades favorecem a trilha criminal.
“É pura maldade, só fazer mal, não há outra explicação”, disse à AFP Felicia Lara, 68 anos, moradora de Punta Parra, no Biobio, cuja casa foi completamente destruída, como grande parte da localidade.
Segundo a polícia, o suspeito é um chileno de 39 anos conhecido por um histórico de “graves agressões e espancamentos”, bem como por violações da legislação de propriedade industrial e intelectual.
Segundo o governo, estes incêndios deixaram 21 mortos e cerca de 20 mil afetados. Os incêndios afetam as regiões de Auracania, Ñuble e Biobio.
As altas temperaturas do verão austral, combinadas com ventos fortes, fizeram com que as chamas se espalhassem, destruindo aldeias inteiras.
Em fevereiro de 2024, vários incêndios eclodiram nos arredores de Viña del Mar, a 110 km de Santiago, matando 138 pessoas. Investigações subsequentes determinaram que bombeiros e guardas florestais iniciaram os incêndios intencionalmente.