Sete aviões do exército mexicano pousaram na noite de terça-feira, 20 de janeiro, em diversas cidades americanas com, a bordo, 37 criminosos mexicanos reivindicados pelos Estados Unidos. Esta é a terceira operação deste tipo num ano. Isso eleva para 92 o número de detidos mexicanos entregues às autoridades americanas.
A data escolhida – o aniversário da posse de Donald Trump – foi imediatamente interpretada como um “gesto” pretendia evitar a ira do presidente americano contra o México. “Esta é outra conquista histórica na missão da administração Trump de destruir os cartéis”deu as boas-vindas à procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, na quarta-feira, num comunicado de imprensa do Departamento de Justiça.
Poucas horas antes, durante uma conferência de imprensa, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum negou ter feito um favor ao vizinho do norte, mas reconheceu que estes prisioneiros tinham sido enviados para os Estados Unidos a pedido do Departamento de Justiça norte-americano. Segundo a presidente, cada caso foi analisado pelo conselho de segurança nacional, entidade que ela preside todas as manhãs ao lado dos chefes do Ministério Público, do exército e das forças policiais.
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