As duas partituras atribuídas a Johann Sebastian Bach, na Biblioteca Real da Bélgica, em Bruxelas.

Estátuas, cafés, museus e lojas, concertos e bolos decorados com notas musicais… É preciso imaginar o culto dedicado a Johann Sebastian Bach (1685-1750) em Leipzig, (Saxônia, Alemanha), para entender o impacto que a descoberta de duas partituras inéditas do grande compositor barroco alemão teve aqui, no outono de 2025. Quase uma dúzia de autoridades eleitas – locais, regionais e federais – vieram em 17 de novembro de 2025 para ouça, pela primeira vez em trezentos e vinte anos, a interpretação das duas chaconnes – gênero musical popular no século XVIIIe século – num dos dois órgãos da igreja de Saint-Thomas, o mesmo onde o compositor foi maestro durante mais de vinte e cinco anos e onde hoje repousa. O evento, transmitido ao vivo, foi celebrado como um milagre num país onde a música faz parte da identidade nacional.

A história é, é verdade, digna de uma investigação policial. Decorreu ao longo de trinta e cinco anos, entre dois países e pelo menos quatro cidades, e envolveu vários investigadores em torno de Peter Wollny, o atual diretor dos arquivos de Bach em Leipzig. Tudo começou em 1991 ou 1992, quando ele, um jovem estudante de musicologia, encontrou duas partituras não assinadas em Bruxelas, na Biblioteca Real da Bélgica, conhecida pelas suas colecções de arquivo de Johann Sebastian Bach e da sua família.

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