Enquanto a decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos sobre a legalidade dos direitos aduaneiros é aguardada com ansiedade, outra audiência teve lugar na quarta-feira, 21 de janeiro, perante o mais alto tribunal dos Estados Unidos, com essencialmente a mesma questão: onde termina o poder do presidente, Donald Trump? Neste caso, diz respeito à sua capacidade de destituir do cargo, a seu critério, uma governadora da Reserva Federal americana (Fed, banco central), Lisa Cook. Tendo como pano de fundo a questão fundamental, nos Estados Unidos, da independência da instituição monetária face ao poder executivo.
No papel, o assunto parece técnico e exige um passo atrás. Aproveitando o pretexto de acusações de falsas declarações sobre um processo de crédito imobiliário, Donald Trump tentou, no final de agosto, pôr fim ao mandato do economista, nomeado por Joe Biden no seio do conselho de governadores que preside o banco central dos Estados Unidos. De acordo com documentos publicados pelo seu aliado, Bill Pulte, chefe da agência federal de financiamento habitacional, Lisa Cook teria preenchido, com duas semanas de intervalo, pedidos de empréstimo hipotecário para duas residências localizadas no Michigan e na Geórgia, mencionando sempre o facto de se tratar da sua residência principal. A administração acusa-o de ter procurado obter melhores condições de financiamento.
Você ainda tem 79,26% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.