Nicolas Maduro Guerra discursa durante marcha organizada por funcionários do setor de transportes, em Caracas, 13 de janeiro de 2026.

Sua garganta aperta, sua voz vacila. “A pátria está em boas mãos, pai, e em breve estaremos reunidos aqui na Venezuela!” » Em seu terno preto e com o microfone firmemente agarrado, o deputado Nicolás Maduro Guerra, filho único de Nicolás Maduro, suscita uma salva de palmas na Assembleia Nacional venezuelana.

A cena, ocorrida no dia 5 de janeiro, simboliza talvez melhor do que qualquer outra o que vem acontecendo no país desde o sequestro, em Caracas, do atual presidente pelas forças especiais americanas, no dia 3 de janeiro.

Nicolas Maduro Guerra, 35 anos, também chamado de “Nicolasito” (“o pequeno Nicolas”) ou “o Príncipe”, talvez esteja desempenhando seu último papel, ao lado de um executivo com tempo emprestado. Se não aparecer como herdeiro, é o símbolo da campanha do governo pela libertação do pai. “Isso permite manter a ilusão do retorno iminente do presidente e, sobretudo, manter a “ausência temporária” do presidente, prevista na Constituição, para não convocar eleições”acredita o ativista de direitos humanos Rafael Uzcategui, exilado no México.

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