Na França, na década de 1950, o tênis de mesa era um hobby popular para quem tinha espaço no jardim. Era também um esporte competitivo, marginal e pouco divulgado. Do outro lado da Cortina de Ferro, no Norte da Europa e na Ásia, as coisas eram diferentes. Nestes países, os seus campeões eram estrelas e, na China, quase divindades. Nos Estados Unidos, o pingue-pongue era acima de tudo um modo de vida. Seus seguidores eram frequentemente personalidades extraordinárias e românticas.

O filme Marty Supremo (nos cinemas em 18 de fevereiro), dirigido sozinho por Josh Safdie, sem a colaboração de seu irmão mais novo, Ben, explora esta cultura fascinante. Os quatro filmes até agora dirigidos pelos dois irmãos, incluindo o recente Bom momento (2017) e Gemas brutas (2019), foram marcados pela marca de Nova York e pelo gosto por delinquentes patéticos, destinados ao desastre – como o ladrão interpretado por Robert Pattinson em Bom momento ou o jogador endividado, tornado inesquecível por Adam Sandler, em Gemas sem cortes. Em Marty Supremo, o megalomaníaco e sem princípios jogador de ténis de mesa interpretado por Timothée Chalamet, pouco habituado a um papel tão antipático, completa esta galeria de homens perdidos.

Josh Safdie tinha lembranças vívidas das histórias de seu tio sobre tênis de mesa. Em Nova York, em meados do século passado, esse esporte era praticado em lugares ruins, atraindo uma multidão de desajustados, gangsters, viciados em drogas e golpistas. Nos círculos do submundo, ao lado da mesa de sinuca e da mesa de pôquer, a mesa de pingue-pongue ocupava lugar de destaque, principalmente no Lawrence’s Table Tennis Club, frequentado pelo tio do diretor.

Jogador de tênis de mesa genial à noite

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