Perdida no Pacífico, a Ilha de Páscoa, também conhecida como Rapa Nui, com as suas estátuas hieráticas monumentais, o seu povo que esteve perto da extinção, a sua biodiversidade perturbada, dá origem a muitos debates científicos. A de saber como foram transportados cerca de mil moais, da pedreira de Rano Raraku, para o outro lado da ilha, acaba de recuperar, com a publicação na edição de Novembro da Revista de Ciência Arqueológica de um estudo que revisita a hipótese do “caminhar” destas estátuas.
Esta não é a primeira vez que Carl Lipo (Universidade de Binghamton, Nova York) e Terry Hunt (Universidade do Arizona) cruzam espadas com seus colegas sobre este assunto: em 2012, eles carregavam uma réplica de moai colocada verticalmente por alguns decâmetros, fazendo-a balançar em sua base como um tambor, usando duas cordas ligadas a cada lado de sua cabeça e uma terceira às costas, para evitar que ele sentisse dor. A experiência foi capa da Geografia Nacional e um vídeo acumulou milhões de visualizações.
Esse sucesso de público não impressionou Jo Anne Van Tilburg, diretora do projeto Estátua da Ilha de Páscoa da Universidade da Califórnia em Los Angeles. Ela então declarou à revista Natureza que foi um “Cachoeira, não um experimento científico”.
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