Kim Yong-nam, ex-presidente do Parlamento norte-coreano, que ocupou o cargo honorário de presidente da Assembleia Popular Suprema por mais de vinte anos, e que no papel é chefe de Estado, morreu aos 97 anos, anunciou a mídia estatal na terça-feira, 4 de novembro.
O líder norte-coreano Kim Jong-un visita o caixão do falecido “para expressar suas sinceras condolências”declarou a agência oficial KCNA. Uma foto da KCNA mostra-o, rodeado por altos funcionários, prestando homenagem em frente ao caixão de vidro transparente onde jaz Kim Yong-nam.
Segundo a KCNA, a causa da morte foi falência múltipla de órgãos.
Papel simbólico
De 1998 a 2019, Kim Yong Nam ocupou o cargo de Presidente da Assembleia Popular Suprema, uma posição em grande parte honorária que lhe conferiu um papel simbólico como chefe de Estado, com o poder real na Coreia do Norte sendo detido por Kim Jong-un e seus familiares mais próximos a ele.
Em 2018, Kim Yong-nam liderou uma delegação norte-coreana à cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em Pyeongchang, Coreia do Sul, que incluiu a poderosa irmã de Kim Jong-un, Kim Yo-jong.
A mídia sul-coreana divulgou amplamente uma cena em que ele cedeu o lugar de honra a Kim Yo-jong durante uma reunião com autoridades sul-coreanas, gerando especulações de que tais gestos o ajudaram a manter o cargo por décadas no ambiente político propenso a expurgos de Pyongyang.