No primeiro dia, segunda-feira, da greve dos médicos privados – que deverá aumentar e durar dez dias – a atividade dos médicos de clínica geral caiu 15% face à “atividade habitual”, e a dos especialistas 6%, disse quarta-feira a ministra da Saúde.

A ministra da Saúde, Stéphanie Rist, comunicou estes dados aos senadores durante a sessão de perguntas ao governo, depois com mais detalhes numa mensagem publicada na rede social “X”.

Estes números correspondem ao volume de fichas eletrónicas de atendimento transmitidas segunda-feira aos seguros de saúde pelos médicos, em comparação com a mesma segunda-feira do ano passado, informou à AFP o Ministério da Saúde.

Os pacientes sem solução recorrem ao Samu, que tem sido particularmente procurado, “num contexto de tensão marcado por epidemias de inverno e intempéries”, registando-se um aumento de “24% nas chamadas registadas esta semana face à semana de 8 de dezembro”, indicou também D. Rist no “X”.

Na terça-feira, o primeiro sindicato dos trabalhadores de emergência, Samu Emergências de França, alertou para “um aumento de 30% a 50% nas chamadas” para o Samu-SAS (Serviço de Acesso ao Atendimento, que combina o Samu e a medicina municipal para responder às chamadas para 15).

Os médicos liberais da cidade e das clínicas, insatisfeitos com certas medidas contidas na lei de financiamento da Segurança Social e no projeto de lei antifraude, lançaram uma greve de dez dias, planeada para se intensificar gradualmente e avançar para um “fechamento total” das salas de cirurgia privadas neste fim de semana.

Temem também um desafio à sua liberdade de instalação, objecto de textos actualmente em análise no parlamento.

Mas na lei de financiamento da Segurança Social, “não se questiona a liberdade de instalação. Ouço falar de cota de licenças por doença, não existe”, defendeu Stéphanie Rist na quarta-feira perante o Senado.

Neste texto, na sequência da rejeição de vários artigos e alterações pelo parlamento, já não existem “sanções caso o processo médico partilhado não seja preenchido” nem “tributação do sector 2” (médicos contratados pelo Seguro de Saúde, que praticam honorários excessivos, nota do editor), argumentou.

É “um texto de compromisso, (…) que foi votado”, sublinhou.

“O diálogo não está quebrado, ouço os medos e preocupações dos médicos, a porta está aberta, devemos fortalecer esse diálogo”, concluiu.

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