MG me convidou para ir ao Reino Unido para conhecer o S6 EV, seu novo SUV elétrico da família que substitui o Tesla Model Y. Aqui estão minhas primeiras impressões.

Foi um pouco antes de sua chegada por aqui que nos encontramos na Inglaterra, no interior perto de Oxford, para descobrir um novíssimo SUV elétrico da MG.
O que poderia ser mais normal para esta marca que, apesar da sua passagem sob bandeira chinesa (SAIC Motor) em 2007 e de ter sede agora sediada em Xangai, continua ancorada na cultura inglesa, tendo sido fundada em Oxford em 1924. Já comercializada em Inglaterra, é esperada nas nossas estradas a partir do primeiro trimestre de 2026.
Design: um SUV mais imponente, mas ainda assim muito MG
Já ausente do catálogo há alguns meses, o MG Marvel R é portanto “substituído” por este MG S6 EV. Visualmente, pelo menos na frente, reconhecemos diretamente a ligação com o S5, já vendido por aqui. Mas o S6 impõe mais. Já com um tamanho que cresce em todas as direções: 4,71 m de comprimento (+ 23 cm), 1,91 m de largura (+ 6 cm) e 1,66 m de altura (+ 4 cm). Mas também esteticamente.

A frente permanece bem identificada com o MG, com duplo estágio de faróis e superfícies refinadas. Nada extravagante mesmo que mostre mais presença, nomeadamente com estas luzes integradas nos caninos que esculpem ainda mais o escudo frontal. Na traseira, a grande faixa luminosa se destaca do irmão menor que era mais parecido com o MG4.
O estilo é bastante consensual, o SUV poderia ter um emblema diferente do MG sem problemas. No entanto, é decididamente moderno, em sintonia com os tempos e, sobretudo, deste primeiro contacto com o veículo, emerge uma impressão de seriedade e qualidade.
Interior: um verdadeiro movimento de luxo
Eu esperava um interior muito parecido com o S5 EV. Na realidade, o painel é novo. Exala mais sofisticado, com materiais mais gratificantes do que o que MG ofereceu até agora. E isso a partir do momento em que você abre a porta, com enfeites bastante lisonjeiros. A iluminação ambiente, a textura dos painéis das portas, a consola central com comandos físicos… a qualidade percebida é excelente.

Quando cheguei ao volante, a ergonomia me pareceu mais natural do que no MG4 ou no ZS EV. O painel e o console central que se unem ficam lindos, os poucos botões cromados e o mostrador central fazem sucesso, a integração dos bicos do ar condicionado é quase perfeita, invisível.
A tela de 12,8 polegadas permanece idêntica à do S5 EV, mas a integração geral parece mais refinada. Quanto à instrumentação, ela é bem maior, com 10,25 polegadas. Gostei muito do amplo espaço para o carregador por indução de 50 Watts, e principalmente do ventilado, o que significa que você não esquenta o smartphone. Assim que este último for colocado, você poderá ouvir (colocando o ouvido no ouvido) o ventilador ligando.


Na traseira achei o espaço particularmente generoso, mesmo atrás de um banco dianteiro ajustado para um adulto de 1,80m, com enorme espaço para os joelhos. A posição do banco torna o assento muito confortável, naturalmente.
O encosto pode ser rebatido em várias posições, mas é o porta-malas que corre o risco de sofrer, até porque com 464 litros embaixo da prateleira não está à altura do tamanho do veículo. Felizmente, é suportado por um frunk de 124 litros (102 litros na versão Dual Motor) o que continua a ser uma verdadeira vantagem. Especialmente porque o MG S5 não tem um, e muitos concorrentes ainda não o oferecem (o Peugeot e-3008 e o e-5008, para citar alguns).
Multimídia: familiar, mas bem integrada
O MG não está revolucionando sua interface: a tela de 12,8 polegadas utiliza o sistema já presente nos modelos mais recentes, com navegação correta nos menus corretos, baseada em widgets e atalhos que se movem de cima para baixo na tela. É simples, às vezes há uma ligeira latência entre o toque e a tela, mas nada de ruim. E você pode encontrar facilmente as funções que procura.
Acrescentemos que os smartphones se beneficiam da compatibilidade sem fio. Depois de testá-lo, o Apple CarPlay foi exibido em apenas alguns segundos e em uma grande parte da tela. Nada a dizer.

A instrumentação digital de 10,25 polegadas voltada para o condutor é muito legível e oferece três temas diferentes que permitem exibir informações específicas no centro: velocidade, navegação ou ajudas à condução. Pena que você tenha que cavar na tela central para alterá-los. É suportado por um head-up display de série em todas as versões que serão oferecidas em França.
O que não é o caso dos nossos vizinhos britânicos. Se este HUD é uma novidade para MG, ele vem com uma função que eu nunca tinha visto em nenhum outro lugar: um “Modo Neve” que exibe as informações em cores vivas, em azul e laranja, para que você possa continuar a lê-las mesmo quando tudo ao seu redor está coberto de neve.
Na parte de áudio, o MG S6 recebe nada menos que 11 alto-falantes, provavelmente suficientes para ouvir conteúdo do Spotify, que faz parte dos aplicativos (como Amazon Music, YouTube e TikTok) nativos do sistema do carro. Por fim, note que tal como acontece com os restantes modelos da marca, este novo SUV, mesmo topo de gama, não foge à regra no que diz respeito às atualizações remotas (OTA): ainda não há nenhuma. Dano.
Motorização: duas versões, da razoável à muito musculosa
MG está retomando sua plataforma MSP, compartilhada com MG4, Cyberster e S5 EV. Portanto, encontramos logicamente uma bateria de 77 kWh e dois esquemas de motor. A primeira é a versão Propulsion, portanto com tração nas duas rodas, que desenvolve 180 kW ou 244 cv, vai de 0 a 100 km/h em 7,3 s e tem uma interessante autonomia de 530 km WLTP.
A segunda é a versão Dual Motor com tração nas quatro rodas, 361 kW ou 490 cv, baixando de 0 a 100 km/h em 5,1 se também (infelizmente) a autonomia para 485 km WLTP.

Embora eu tenha conseguido descobrir este MG S6 EV estaticamente durante os testes realizados por nossos colegas jornalistas ingleses, não fomos autorizados a dirigi-lo. Por outro lado, pude fazer uma breve passagem na estrada como passageiro. A oportunidade de ver que MG trabalhou claramente no isolamento acústico. A aceleração, mais linear do que violenta, do modelo com tração nas quatro rodas e, portanto, o mais potente, é mais que suficiente. A insonorização também parece ter sido alvo de todas as atenções.
A boa notícia também é que na interface é possível desconectar rapidamente todos os auxílios à condução (cruzamento de faixa, alertas de excesso de velocidade, etc.) que você acha irritantes: assim que suas escolhas forem feitas pela primeira vez, um atalho é exibido no menu suspenso para selecionar suas predefinições com um clique. Também pode ser acessado através dos dois atalhos configuráveis diretamente no volante.
Recarregar: o verdadeiro ponto fraco

A ficha técnica é clara: 10 a 80% em 38 minutos, potência máxima de 144 kW. Objetivamente, é um pouco fraco em comparação com a concorrência. Os rivais diretos geralmente giram em torno de 200 kW, alguns bem além. E com um Tesla Model Y ou um Xpeng G6 capaz de recarregar muito mais rápido, a MG corre um risco.
Os engenheiros presentes durante a apresentação me explicaram que o objetivo não era bater recordes, mas sim conter custos para oferecer um preço final agressivo. Na verdade, esse é o único ponto que realmente me deixou querendo mais durante esta apresentação. Mesmo que possamos tentar nos tranquilizar dizendo que em outros modelos, a MG muitas vezes subestimou seu poder de carregamento. E não esqueçamos que caso a marca não comunique, o veículo também vem equipado com V2L para recarregar objetos diretamente nele.
Preço e concorrência: MG pode atingir forte
No Reino Unido, os preços começam nos £37.995 (cerca de 43.105 euros). Para a França, a MG ainda não confirmou nada, mas a marca almeja um posicionamento bastante competitivo. Principalmente porque com a produção na China, não se trata de bônus aqui.
Se a MG aplicar a mesma estratégia do S5 EV ou do MG4, poderemos ver chegar um preço a rondar os 42.000 a 45.000 euros, o que o colocaria de frente contra o Skoda Enyaq e Citroën ë-C5 Aircross, alguns centímetros mais pequenos, e o Tesla Model Y, Peugeot e-5008 e outros Xpeng G6, maiores.
O frunk, o interior significativamente melhorado e o rico equipamento podem fazer a diferença… desde que você aceite uma recarga um tanto lenta.
Minha opinião após esta primeira descoberta
Este MG S6 EV não é uma revolução, mas senti que o MG está mudando a situação e dando um passo acima. O design permanece inteligente, mas o interior dá um verdadeiro salto em frente. Conforto, acabamento, isolamento acústico e equipamentos estão à altura de um SUV familiar moderno. Resta a questão da recarga. Este é o único elemento que corre o risco de complicar a cópia, especialmente contra um Modelo Y que, apesar da sua idade, mantém uma clara vantagem neste ponto.
Agora só nos resta esperar pacientemente que a MG revele os preços e equipamentos para o mercado francês. E acima de tudo experimentá-lo na estrada para descobrir se esse movimento de luxo do veículo também se reflete ao volante!