Ao premiar, segunda-feira, 3 de novembro, a autora mauriciana Nathacha Appanah por seu romance Noite no coração (Gallimard, 286 páginas, 21 euros), o júri da Femina coroa uma obra habitada desde os seus primórdios pela questão das origens, pela da violência social e íntima e pela do confinamento.
Desde seu primeiro romance, As rochas do pó de ouro (Gallimard, 2003), que reconstituiu a viagem dos índios que chegaram às Maurícias no final do século XIXe século para substituir escravos nas plantações de cana-de-açúcar, o autor, nascido em 1973 em família de origem indiana, emprega uma escrita límpida, com lirismo discreto.
Se os seus primeiros livros se centraram em sondar a história e a memória da sua ilha natal, as suas explorações literárias foram gradualmente deslocando-se para outras paisagens. Premiado diversas vezes (Prêmio Fnac Novela 2007 por O último irmãoPrêmio Femina para estudantes do ensino médio em 2016 por Trópico de violênciaem particular), a escritora gradualmente se estabeleceu como uma figura importante na literatura contemporânea de língua francesa.
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