Cinco dias depois do primeiro alerta sobre seu preocupante desaparecimento em Mont-de-Marsan, o corpo de Isabelle Alecis, 44 anos, foi encontrado enterrado no jardim de seu ex-companheiro, quinta-feira, 1er janeiro, de acordo com um comunicado de imprensa da promotoria local divulgado na sexta-feira. O homem, que foi detido e colocado sob custódia policial, confessou “ter causado a morte da ex-companheira”, escreve a mesma fonte. Ele também disse aos investigadores que “estrangulado”segundo a Agência France-Presse.

No dia 28 de dezembro, a irmã da vítima denunciou o seu desaparecimento à polícia, dizendo ter recebido uma mensagem de texto indicando que queria “romper com a família e mudar o número de telefone”especificou, sexta-feira em comunicado de imprensa, a promotora pública de Mont-de-Marsan, Alexa Dubourg.

Foi aberta investigação e a ex-companheira da quarenta anos, cuja casa ela ainda dividia, foi entrevistada. Ele falou de um relacionamento caótico, marcado por afastamentos repentinos e comportamentos viciantes do ex-companheiro. Segundo ele, na manhã do dia 25 de dezembro, ela saiu de carro com duas pessoas que ele não conhecia, informando-lhe que uma delas era sua nova companheira e que iriam passar alguns dias em Espanha e depois em Portugal.

Ameaças de morte

Testemunhas confirmaram aos investigadores quebras periódicas de contato de Mmeu Alecis com sua família, mas as pessoas próximas a ela ficaram surpresas por ela ter partido sem a filha menor. No dia 30 de dezembro, a polícia convocou testemunhas e duas pessoas relataram que a vítima já havia informado anteriormente sobre violências e ameaças de morte que teria sofrido por parte de seu ex-companheiro.

Na quinta-feira, uma busca na casa deste último revelou terra recém-revolvida no jardim. Ele então admitiu ter “causou a morte” de sua ex-companheira, cujo corpo envolto em uma capa de edredom foi encontrado enterrado, segundo a promotoria. Uma autópsia e investigações adicionais devem esclarecer o curso dos acontecimentos e as causas da morte. O arguido foi condenado dez vezes, entre 2005 e 2011, por crimes contra o património e também por crimes de trânsito. A vítima nunca havia apresentado queixa contra ele.

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O mundo com AFP

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