Stéphanie Rist, Ministra da Saúde e da Família, em Paris, 17 de dezembro de 2025.

Quase um conselho de ministros transferido para a Assembleia Nacional: no dia 17 de dezembro, nove membros do governo participaram, no Palais-Bourbon e depois no Senado, num debate sobre o tráfico de drogas. Quando a Ministra da Saúde, Stéphanie Rist, se aproximou do microfone, alguns murmúrios de satisfação e aplausos irromperam das bancadas da Assembleia – especialmente à sua esquerda. A sua presença, seguida nomeadamente dos discursos do Ministro da Educação Nacional, Edouard Geffray, e do Ministro do Trabalho, Jean-Pierre Farandou, pôs fim por algum tempo à hegemonia da dupla justiça interior, que monopolizou a longa sequência de implementação da lei “com o objetivo de tirar a França da armadilha do tráfico de drogas”adotado em 13 de junho.

Nos corredores das duas câmaras sentiu-se uma espera, até uma exasperação: depois do “Acto I” da lei, centrado no arsenal repressivo face ao tráfico e ao crime organizado, o tempo está a esgotar-se para passar ao “Acto II”, que seria dedicado, desta vez, aos aspectos de prevenção, vigilância da saúde dos consumidores ou mesmo à presença de serviços públicos em bairros desfavorecidos que passaram a estar sob o controlo das redes de tráfico.

Você ainda tem 82,04% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.

Fonte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *