O governador da província de Hadramawt, no Iémen, lançou uma operação destinada a recuperar o controlo das bases militares na região de “caminho pacífico”após o avanço dos separatistas apoiados pelos Emirados Árabes Unidos, informou sexta-feira, 2 de janeiro, a agência de notícias iemenita Saba.

“Esta operação não é uma declaração de guerra, nem uma tentativa de escalada”disse Salem Al-Khanbashi, que já tinha sido nomeado comandante das forças do Escudo Nacional na zona, citado pela agência. O objetivo é assumir o controle de instalações militares “de forma pacífica e organizada”garantiu, acrescentando que a operação não teve como objectivo “nenhum partido político, nem civis”.

Os separatistas do Conselho de Transição do Sul (CST) tomaram vastos territórios nas últimas semanas nesta província rica em petróleo, que faz fronteira com a Arábia Saudita, bem como na província vizinha de Mahra. Esta ofensiva relâmpago irritou outras facções do governo iemenita, apoiadas por uma coligação militar liderada por Riade.

A Arábia Saudita instou repetidamente o CTE a retirar-se das áreas que controla e realizou ataques contra posições. A coligação também bombardeou um suposto carregamento de armas dos Emirados Árabes Unidos num porto iemenita controlado pelo STC na terça-feira.

Na quinta-feira, o STC reafirmou a sua intenção de permanecer nas regiões conquistadas, ao mesmo tempo que afirmou estar pronto para trabalhar com as forças do Escudo Nacional. O governo iemenita, do qual o CTE faz parte, reúne forças heterogéneas que se opõem aos rebeldes Houthi, apoiados pelo Irão, que tomaram a capital Sanaa em 2014, então grandes partes do norte do país.

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O mundo com AFP

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