Nova ofensiva ou admissão de insatisfação? O “plano de ação” do banco central chinês que entra em vigor na quinta-feira 1er Janeiro pretende, em qualquer caso, dar um impulso adicional ao yuan digital, o “e-yuan”. Pequim confirma assim a sua vontade de desenvolver a sua moeda digital do banco central (MNBC), lançada em 2022 no âmbito de um projeto piloto, após oito anos de reflexão e testes, mas que ainda luta para se estabelecer no sistema financeiro chinês.
Num artigo publicado a 29 de dezembro citado pela agência Bloomberg, Lu Lei, vice-governador do Banco Popular da China, justifica o novo plano pela natureza “inevitável” da evolução do sistema monetário e de pagamentos na era digital. Segundo ele, a nova etapa dessa evolução visa trazer o yuan digital “da era do dinheiro digital à do dinheiro de depósito digital”. Assim, do estatuto de simples meio de pagamento ao estatuto de moeda propriamente dita.
O novo plano chinês resultará, de imediato, na possibilidade de os bancos comerciais remunerarem os depósitos em yuan digital dos seus clientes, particulares ou empresas.
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