Inauguração da estátua de Yevgeny Prigojine (esquerda), líder do grupo mercenário Wagner, e de seu braço direito, Dmitru Outkin (direita), erguida em frente à Casa Russa em Bangui, 3 de dezembro de 2024.

O mural apareceu em meados de dezembro na estrada poeirenta que leva ao aeroporto de Bangui. Vemos, num contexto de bandeiras da África Central e da Rússia entrelaçadas, os Presidentes Faustin-Archange Touadéra e Vladimir Putin a apertarem-se as mãos, rodeados, no primeiro, pelo seu pessoal, no segundo, por homens armados não identificados.

Como tudo o que se relaciona com a presença russa na República Centro-Africana, a obra – o seu autor, os seus patrocinadores, a sua intenção… – é misteriosa.

No entanto, é impossível não pensar nesta outra curiosidade da capital centro-africana, erguida no final de 2024 às margens do Oubangui, em frente à “Casa Russa” – centro cultural criado pelo grupo Wagner –: a imponente estátua de metal que representa os dois fundadores da organização, Evgueni Prigojine, walkie-talkie na mão, e o seu segundo, o neonazi Dmitri Outkin, dedo no gatilho de uma Kalashnikov.

Os dois homens, aqui apresentados maiores que a vida, morreram em agosto de 2023, na queda do seu avião, dois meses após o fracasso do motim que tinham lançado na Rússia.

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