VSexta-feira, 26 de julho de 2024. Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris. Sob um dilúvio de chamas de sangue, Maria Antonieta, ou melhor, sua cabeça decepada, canta uma Ah! Isso servirá! lírico, acompanhado pela guitarra elétrica do grupo francês de metal Gojira. Na mesma noite, no X, enojado com “infâmia” e o “feiúra” da pintura, Philippe de Villiers, fundador de Puy du fou, denuncia a “suicídio” da França.
No início do Verão, que assistiu ao avanço eleitoral do Rally Nacional [aux élections législatives de 2024]essas reações surpreendentes escondem então batalhas amargas: diante do desejo do diretor Thomas Jolly e do historiador Patrick Boucheron de oferecer uma visão ao mesmo tempo alegre e distanciada da história nacional, a sacralização da Rainha da França, guilhotinada em 16 de outubro de 1793, participa do vasto rearmamento cultural da extrema direita.
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