Para o diretor editorial da Fígaroa crise – gravíssima – que o nosso país atravessa atualmente concentra e recapitula todas as crises que sofreu durante pouco mais de setenta anos. De agora em diante, nada impedirá a França de avançar na encosta da grande desclassificação.
Sejamos francos, mesmo que isso signifique perder este espírito positivo que, em princípio, é essencial ao ritual de felicitações de Ano Novo: se o ano de 2024 foi calamitoso, o ano de 2025 foi ainda pior! Achávamos que tínhamos chegado ao fundo do poço; a verdade obriga-nos a dizer que caímos ainda mais. A tal ponto que provavelmente nunca desde 1945 a França deu, diante dos olhares do mundo, um espetáculo tão triste…
E, no entanto, com o tempo, a nossa infeliz nação quase acabou por se habituar aos males que a assolam! Crise económica, falência financeira, crise industrial, desastre educativo, insegurança desenfreada, imigração descontrolada, tudo num cenário de colapso demográfico… Era, por assim dizer, rotineiro – tal como esta sensação de um lento declínio na cena internacional. Mas a gravidade do mal estava escondida atrás das formas externas do bom funcionamento da máquina estatal. Certamente, a França estava endividada, economicamente exausta…