O Supremo Tribunal Federal do Brasil rejeitou um pedido de prisão domiciliar por motivos de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por uma tentativa de golpe, de acordo com uma decisão judicial publicada quinta-feira 1er Janeiro.
Seus advogados haviam protocolado na véspera o pedido de Jair Bolsonaro, 70 anos, internado desde 24 de dezembro em Brasília e que foi submetido a uma operação de hérnia inguinal no dia 25 de dezembro e a outro procedimento cirúrgico para tratar seus soluços recorrentes.
“Ao contrário do que afirma a defesa, o estado de saúde de Jair Messias Bolsonaro não piorou”julgou o desembargador Alexandre de Moraes em sua decisão.
O ex-presidente de extrema direita (2019-2022) cumpre pena de 27 anos de prisão por ter orquestrado uma operação destinada a mantê-lo no poder, após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022.
Ele deve receber alta do hospital na quinta-feira, segundo seus médicos. Ele terá então que retornar à salinha onde cumpre pena, em uma sede da Polícia Federal em Brasília.
Consequências de um ataque com faca
Preso desde novembro, Bolsonaro sofre há anos com as sequelas de uma facada no abdômen que recebeu durante um comício eleitoral em 2018 e que exigiu diversas intervenções cirúrgicas. Esta hospitalização de nove dias foi a sua primeira saída desde o seu encarceramento.
Sua defesa argumenta que o estado de saúde do ex-presidente piorou desde que a Justiça rejeitou pedido semelhante de prisão domiciliar “humanitário” algumas semanas atrás.
Os médicos dizem que, além de crises incomuns de soluços, ele sofre de apneia do sono grave, gastrite, esofagite e outras condições. Mas o juiz Moraes concluiu que havia “uma melhora do quadro clínico do desconforto que sentia (…) conforme declarado no relatório de seus próprios médicos” desta semana.
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