O executivo e alguns governantes eleitos procuram, há vários anos, restringir o acesso dos jovens a plataformas como Instagram, Snapchat ou TikTok. Denunciam em particular os perigos que, segundo eles, representam a exposição a determinados conteúdos, o vício causado por algoritmos ou os riscos de assédio cibernético.

Este é agora o tema de um novo projeto de lei apresentado pelo governo: anunciado na quarta-feira, 31 de dezembro e que deverá ser debatido no Parlamento no início de 2026, pretende proibir menores de 15 anos de utilizar as redes sociais. O Conselho de Estado deve pronunciar-se sobre este assunto no dia 8 de janeiro.

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O que diz o projeto de lei?

Com apenas dois artigos, o texto pretende modificar a lei sobre a confiança na economia digital e acrescenta um artigo que proíbe qualquer rede social online de prestar os seus serviços a menores de 15 anos. A Autoridade Reguladora da Comunicação Audiovisual e Digital será responsável por fiscalizar a correta aplicação da lei e reportar eventuais infrações.

Este texto, que O mundo pude consultar, não é a primeira tentativa nesta área. Uma primeira lei que estabelece a maioria digital aos 15 anos foi de facto aprovada em 2023, mas nunca foi realmente aplicada. A França foi acusada de agir em contradição com a Lei Europeia dos Serviços Digitais, que dá à União Europeia a liderança na regulação das plataformas online.

Em julho, porém, novas orientações da Comissão Europeia abriram caminho às autoridades nacionais que gostariam de estabelecer uma idade mínima para registo nas redes sociais. Um projeto de lei que visa justamente proibir as redes sociais para menores de 15 anos, da deputada Laure Miller (Juntos pela República), também foi apresentado em novembro e deve ser debatido na Assembleia a partir de 19 de janeiro.

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