
O iPhone dobrável se tornou a Arlesiana da tecnologia. Falamos nisso desde 2018 e estamos no final de 2025 sem ter visto a cor de uma dobradiça nodosa.
Mas Jon Prosserem um vídeo cuidadosamente encenado como sempre, acaba de reiniciar a máquina de boatos. Segundo ele, oiPhone dobrável chegaria (finalmente) no início de 2026.
O que interessa aqui não é tanto a data, mas sim as promessas técnicas. A Apple teria tido sucesso onde a Samsung e o Google ainda estão lutando: oferecer uma tela interna de 7,8 polegadas (cerca de 20 cm) perfeitamente liso. Sem “cicatriz”, sem depressão ao toque.

Mas, como costuma acontecer com Jon Prosser, é preciso manter uma certa perspectiva: as renderizações 3D são magníficas, a realidade industrial costuma ser mais complexa.
Para ir mais longe
iPhone Fold: como a Apple planeja atingir espessura de 4,5 mm
Uma sutileza que força o sacrifício
É aqui que fica tecnicamente interessante. O chassi anunciado seria delirantemente fino: 4,5 mm uma vez desdobrado. Para se ter uma ideia, é pouco mais grosso que a própria porta USB-C. Dobrado, seria apenas 9mmo que o colocaria diretamente contra campeões chineses como o Honor Magic V5.

Mas esta corrida rumo à anorexia tem uma consequência direta. ID faciala tecnologia de reconhecimento facial que todos usamos desde o iPhone X, não teria mais o seu lugar. Os sensores TrueDepth seriam simplesmente muito volumosos para caber na parte superior da tela sem criar uma verruga desagradável.

A solução da Apple? Um suposto retrocesso: ID de toque. O sensor de impressão digital seria integrado ao botão de ignição na borda. Em um smartphone vendido por um preço alto, parece muito uma regressão ergonômica. Desbloquear o telefone apenas olhando para ele é um conforto sem o qual é difícil viver.

O preço da exceção
E o preço? Rumores sugerem uma faixa entre 2.000 e 2.500 dólares. Na conversão “Apple” (com impostos e câmbio habitual), provavelmente flertaríamos com o 2.500 a 3.000 euros Na França.
Com esse preço, o iPhone Fold não buscará democratizar o formato. Posicionar-se-ia como um demonstrador tecnológico, um produto “superluxuoso”. Também encontraríamos lá o novo Modem C2 A casa da Apple, que deveria melhorar a eficiência energética, e um sistema de quatro câmeras. Mas a tela externa do 5,5 polegadas parece estranhamente pequeno para os padrões atuais (geralmente 6,3 polegadas).
Mas a Apple não pode se dar ao luxo de lançar uma máquina dobrável “média”. Chegar em 2026 significa chegar depois de seis ou sete gerações do Galaxy Z Fold. Se a dobra for visível ou se a autonomia for catastrófica, o produto será massacrado. Este suposto regresso do Touch ID e este preço estratosférico mostram que a Apple ainda procura a fórmula mágica, mesmo que isso signifique fazer compromissos radicais.
Para ir mais longe
Aqui está o design muito provável do iPhone dobrável: ele já se destaca pelo formato original