Charles Coste, em sua casa em Bois-Colombes (Hauts-de-Seine), 30 de janeiro de 2024.

Charles Coste confidenciou que viveu “uma das coisas mais lindas de sua longa vida” quando, em 26 de julho de 2024, no jardim das Tulherias, passou a tocha olímpica a Teddy Riner e Marie-José Pérec, e viu a chama dos Jogos subir no céu chuvoso de Paris. “Não pensei que receberia tal honra”comentou o centenário, depois de Tony Estanguet, chefe da comissão organizadora, lhe ter telefonado discretamente um mês antes da cerimónia para anunciar que seria um dos últimos portadores da tocha.

Talvez Charles Coste se tenha visto há setenta e seis anos, quando ele e os seus companheiros da equipa francesa de perseguição se sagraram campeões olímpicos em Londres, em 1948, na pista asfaltada do velódromo de Herne Hill. Naquele ano, na capital britânica, as cicatrizes dos bombardeamentos da guerra ainda eram visíveis e os Jogos Olímpicos não tiveram o hype mediático em que se tornaram hoje. Charles Coste e seus três camaradas da equipe “ABCD” – Pierre Adam, Serge Blusson e Fernand Decanali – têm que se espremer no pódio, que é pequeno demais para ouvir um Marselhesa que em última análise não será reproduzido. Irritado por ter perdido nas semifinais, o inglês “perdeu” o disco, divertiu-se ao dizer.

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