
A epidemia de gripe em França “está prestes a atingir” o seu pico e “ainda há tempo para se vacinar”, repetiu esta sexta-feira em Lyon a ministra da Saúde, Stéphanie Rist.
“Estamos na fase de atingir o pico”, “o pico, sabemos disso quando começamos a descer. Ainda não estamos na fase de descida (…) mas numa fase alta”, declarou o ministro, durante uma deslocação às urgências do hospital Edouard-Herriot.
Segundo um relatório publicado quarta-feira pela agência francesa de Saúde Pública, a epidemia de gripe continua a intensificar-se em França, mas permanece “moderada” por enquanto.
O pico epidémico deverá ser atingido na última semana de 2025 (72,5% de probabilidade), caso contrário durante os primeiros dias de 2026 (22,5%), estimou o instituto.
“Temos uma campanha de vacinação que aumentou mais de 17% em relação ao ano passado, por isso estamos bastante melhor vacinados. Mas mais uma vez, repito, ainda há tempo para nos vacinarmos”, insistiu a Sra.
“Sabemos também por experiência que todos os anos no início do ano letivo será dia 5 de janeiro, quando as pessoas regressam de deslocações para famílias ou locais de férias diferentes, quando regressam sabemos que pode voltar a aumentar este número” de pessoas afetadas pela gripe, alertou o ministro.
“Não devemos esquecer os gestos de barreira”, como usar máscara em caso de sintomas e lavar bem as mãos, “medidas que todos os franceses já conhecem, mas que é importante recordar”, acrescentou.
Questionado sobre a requisição de médicos, como em Bouches-du-Rhône onde 17 clínicos gerais foram requisitados pela prefeitura de 25 de dezembro a 4 de janeiro para lidar com epidemias de inverno e durante períodos de licença de cuidador, o ministro garantiu que “isto não é incomum. Pode acontecer para permitir que os nossos concidadãos sejam tratados”.
“Não há obrigação dos médicos municipais de prestarem atendimento ambulatorial, mas há uma responsabilidade coletiva. Então, eu gostaria que não fosse por obrigação, mas sim por trabalho entre profissionais, para podermos ter listas de plantão”, argumentou.