O presente de Natal perfeito chegou debaixo da árvore para os fãs de Freida McFadden. Há vários anos, a autora faz sucesso na França e nos Estados Unidos com seus thrillers com reviravoltas improváveis. A governanta, O Prof., O Psy… Cada uma de suas obras chega ao topo dos mais vendidos, com vários milhões de cópias vendidas. Na França, A governanta foi inclusive o livro mais comprado em 2024! Não é à toa, portanto, que a sétima arte pensou em adaptar esse best-seller mundial publicado em 2022. E é o diretor Paul Feig (A sombra de Emily, Meus melhores amigos, Último Natal…) que adere a isso. O escritor também adorou o longa, que estreia nos cinemas nesta quarta-feira, 24 de dezembro de 2025.

No elenco de A governantaque adapta para as telas o primeiro volume da saga: o badalado (mas também muito criticado) Sydney Sweeney, revelado pela série Euforia Ou O Lótus Branco e a inesquecível ícone millennial Amanda Seyfried (apreciada em Lolita apesar de mim Ou Mamãe Mia) interpretam respectivamente Millie, a famosa governanta e Nina Winchester, que utiliza seus serviços. Também encontramos no elenco Brandon Sklenar (visto no polêmico Nunca mais estrelado por Blake Lively) como seu marido Andrew Winchester. Sem esquecer Michele Morrone (estrela do filme erótico da Netflix 365 dias) no papel do jardineiro Enzo. Então, as apresentações são feitas. Mas então, quanto vale essa tão esperada adaptação?

A governanta segue a tendência de “raiva feminina” com um filme simples e com um final agradável

Para quem não conhece a história de Millie, aqui vai o básico: depois de dez anos presa, a jovem Millie, desempregada, consegue ser contratada como faxineira em uma família rica. Uma bela casa residencial, uma chefe que parece uma dona de casa perfeita, uma jardineira sexy… No papel, Millie encontrou o emprego dos seus sonhos. Mas rapidamente ela percebe que Nina Winchester é instável e luta para conciliar suas mudanças de humor e suas demandas incoerentes. Felizmente Millie poderá contar com o apoio do marido de Nina, o Sr. Winchester, que, além de ser extremamente simpático (e rico), também é muito bonito. Infelizmente, o desconforto de Millie nesta casa aumenta quando ela descobre que o quarto que lhe foi atribuído só tranca por fora…

Boas notícias para os fãs do livro: o filme é extremamente fiel. Se você gostou do best-seller de Freida McFadden, minha suspeita é que você vai adorar a adaptação, e terá muito prazer em ver esses personagens já famosos evoluir nas telas. Também adoramos particularmente a trilha sonora do filme, que não poderia ser mais adequada, com uma cena deliciosa tendo como pano de fundo Kelly Clarkson (Desde que você se foi) e créditos finais muito apropriados com Taylor Swift (Eu fiz algo ruim). A grande vantagem? A atuação magistral de Amanda Seyfried, tão perfeita quanto o guarda-roupa imaculado e polvilhado de joias Cartier de Nina Winchester, nos surpreende em cada cena. Por que diabos essa atriz não recebeu ofertas de papéis melhores antes? Sydney Sweeney, por sua vez, permanece fiel a si mesma neste papel de bastante ingênua que tem mais de um truque na manga. Brandon Sklenar nos dá uma atuação encantadora, embora em grande parte esquecível, e a pobre Michele Morrone, ao fundo, está um pouco esquecida.

Se a produção sem riscos do filme não é deslumbrante e rivaliza com os filmes vespertinos de TV, ainda assim tem o mérito de ser simples e eficaz, e de respeitar maravilhosamente o twist, antes de nos servir no set um final agradável, pingando de “raiva feminina” (“raiva feminina”), em linha, mas com menos sucesso, infelizmente, de Garota desaparecida Ou Jovem promissora. Em última análise, o filme tem as qualidades e os defeitos do livro: um estilo digno de um trabalho escolar de adolescente, mas que agrada como entretenimento prazeroso. Quanto ao trabalho, real virador de páginaficamos atordoados com a conclusão, sem ter visto o tempo passar. Porém, cuidado com as almas sensíveis: certas cenas são difíceis de suportar.

Resumindo, se você espera uma obra-prima da sétima arte, siga seu caminho A governanta por Paul Feig. Se você for lá se divertir no cinema diante de um pouco de prazer culposo, tendo como pano de fundo temas atuais, você se encontrará lá. Porque, ao respeitar o livro, o filme acaba por ser muito mais profundo e político do que parece… Enfim, se simplesmente devorou ​​os livros: corra. E acima de tudo, tenha cuidado com as aparências.

A governantade Paul Feig, com Sydney Sweeney, Amanda Seyfried, Brandon Sklenar e Michele Morrone. No cinema, quarta-feira, 24 de dezembro de 2025.

Cortesia da Lionsgate

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