Embora os reveses do exército congolês tenham ocorrido sucessivamente durante meses no leste da República Democrática do Congo (RDC), ainda é difícil seguir a linha estratégica do Presidente Félix Tshisekedi, equilibrando-se entre o fomento à guerra desligado das suas capacidades militares e a procura de uma paz global subcontratada a aliados ocasionais.
Um sinal destes erros, em 19 de Dezembro, a RDC saudou a votação de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que prorroga por mais um ano o mandato da sua missão de estabilização na RDC – MONUSCO, com cerca de 14.000 pessoas, incluindo 11.500 soldados.
No entanto, em Junho de 2024, Kinshasa exigiu a retirada total das forças de manutenção da paz do Kivu do Sul, devido à incapacidade da missão da ONU – a mais cara da história das Nações Unidas, destacada desde 1999 – para proteger as populações civis do avanço dos rebeldes da Aliança do Rio Congo/Movimento 23 de Março (AFC/M23) comandados, equipados e apoiados pelo Ruanda, desde Novembro de 2021.
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