Sébastien Lecornu, no Elysée, em Paris, 22 de dezembro de 2025.

França vai acordar sem orçamento no dia 1ºer Janeiro de 2026. Na ausência de acordo parlamentar sobre o projeto de lei das finanças (PLF), em vez de colocar em causa a sua responsabilidade política, o governo optou por apresentar, na noite de segunda-feira, 22 de dezembro, em Conselho de Ministros, um projeto de lei especial. “A questão não é como adotamos o orçamento, mas o que colocamos no orçamento”explicou a porta-voz do governo, Maud Bregeon, após o conselho de ministros, enquanto o conteúdo do projeto de lei já é debatido com os grupos parlamentares há dois meses e meio.

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A lei especial, que permite o financiamento temporário do Estado, das administrações e das autarquias locais, “não é um orçamento”Ela “não resolve os problemas do défice” E, “pelo contrário, cria problemas com as prioridades do país”declarou Emmanuel Macron, à porta fechada do conselho de ministros. “Não é satisfatório”deu um sermão ao chefe de estado e “devemos dar à nação um orçamento o mais rápido possível, em janeiro”. Este texto “devemos cumprir o objectivo do défice de 5% e financiar as nossas prioridades”, lembrou, acrescentando que a lei especial, que deverá ser aprovada por unanimidade pelo Parlamento na terça-feira, “denota o desejo do governo de dar uma chance às negociações finais.” O Primeiro-Ministro, por seu lado, indicou que o orçamento está “ainda passível de votação sem intervenção governamental”.

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