Para os impulsos genéticos, o sucesso está em África. Desde os primeiros mosquitos geneticamente transformados por impulso genético foram produzidos em 2015 no Reino Unido e nos Estados Unidos, na esperança de eliminar a malária, os defensores e opositores desta técnica estão com os olhos voltados para o Sul. De facto, é no continente africano que se concentram 95% das 597 mil mortes registadas em 2023 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). É aí, portanto, que qualquer nova tecnologia para combater o parasita deve ser estudada. É aí, portanto, que os cientistas devem ser formados, as populações consultadas e os líderes políticos convencidos.
Na revista Natureza, uma equipe internacional anunciou, quarta-feira, 10 de dezembro, o desenvolvimento, na Tanzânia, de uma linha de mosquitos da espécie Anopheles gambiae resistente a parasitas Plasmodium falciparum e capaz de espalhar esta propriedade por impulso genético para toda uma população. Tudo sobre este anúncio é importante. Primeiro, a espécie de inseto utilizada. De todos os Anopheles, as fêmeas gâmbias são os mais formidáveis, aqueles que o parasita adora desenvolver e que certamente infectam seu hospedeiro durante seu banquete de sangue. Sendo este inseto dominante na Tanzânia, foi para ele que os investigadores optaram por se voltar para o seu desenvolvimento.
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