Os clientes da Marionnaud não são tão jovens quanto os da Sephora. “Eles não estão no TikTok”reconhece Kulvinder Birring, CEO do grupo Marionnaud. Mas talvez seja uma vantagem, acredita essencialmente quem, desde abril de 2024, tenta virar a marca de perfumes à frente de 12% da quota de mercado em França.
Propriedade do grupo chinês AS Watson, subsidiária do conglomerado CK Hutchison, do bilionário Li Ka-shing, Marionnaud é deixada para trás em França pela Sephora, líder indiscutível na venda de produtos cosméticos cuja quota de mercado ultrapassa os 40%, e pela Nocibé, à frente de 500 lojas em França. A primeira, subsidiária do grupo LVMH, ofusca-a graças aos seus 300 pontos de venda operados em grandes áreas, nos centros das cidades e nos centros comerciais. Mas também graças ao seu impacto publicitário entre as gerações mais jovens viciadas em redes sociais, incluindo o TikTok. A segunda desafia Marionnaud nas cidades de médio porte.
A partir daí, Marionnaud se esforçou para cultivar sua diferença. Conhecida pelas pequenas lojas – com área de cerca de 120 metros quadrados – a rede com 386 unidades atende principalmente clientes com mais de 45 anos. “Não temos do que nos envergonhar de ter uma clientela mais idosa” do que a da Sephora, garante Birring, lembrando que a idade média da marca é de 52 anos.
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