O Primeiro-Ministro, Sébastien Lecornu, durante uma sessão de perguntas ao governo, na Assembleia Nacional, em Paris, 17 de dezembro de 2025.

Lei especial ou 49.3? A menos de quarenta e oito horas do prazo para o Parlamento decidir sobre o projeto de lei das finanças (PLF), a resposta ainda está pendente. Oficialmente, o Primeiro-Ministro, Sébastien Lecornu, recusa-se a aprovar o artigo 49.º, n.º 3, da Constituição. E prepara-se, na ausência de acordo parlamentar sobre o orçamento de 2026, para que o Parlamento aprove uma “lei especial” na terça-feira, 23 de dezembro, destinada a evitar um bloqueio financeiro do Estado.

Um conselho de ministros está marcado para segunda-feira, 22 de dezembro, ao final do dia, após o regresso de Emmanuel Macron de Abu Dhabi, onde o Presidente da República realiza a sua tradicional visita de fim de ano às tropas destacadas no estrangeiro. Os debates começariam imediatamente na Assembleia Nacional, com vista à votação no Hemiciclo, e depois no Senado, na terça-feira, foi informado a Matignon.

O processo de lei especial já foi utilizado no ano passado, após a queda do governo de Michel Barnier. Foi adoptado por unanimidade pelos grupos políticos, em nome da estabilidade. Este paliativo ofereceu ao governo de François Bayrou um período de algumas semanas para abrir discussões com o Partido Socialista (PS). Este último concordou em abster-se na votação do PLF 2025, em troca de um “conclave” sobre pensões, permitindo assim a aprovação do orçamento.

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