Vinte anos de prisão criminal no final de uma sequência de vinte e sete anos. Seddik Benbahlouli, um dos membros do “gangue Roubaix”, que realizou roubos no final da década de 1990 destinados a financiar a causa islâmica, foi condenado, segunda-feira, 27 de outubro, perante o Tribunal de Justiça do Norte, à mesma pena que já lhe tinha sido imposta à revelia em 2001, quando fugiu do país.
A condenação deste morador de Roubaix, hoje com 55 anos, põe fim a uma saga de quase trinta anos: o seu ADN, principal elemento da acusação, foi encontrado no local do crime de uma tentativa de homicídio com arma pesada perpetrada contra dois polícias da brigada anti-crime de Roubaix em Janeiro de 1996. Ainda não estamos a falar do “gangue Roubaix”, do qual este é o primeiro feito de armas. Outros se seguirão, que surpreenderão com a sua mistura explosiva de extrema violência e amadorismo, culminando numa tentativa de ataque nas vésperas da abertura de uma cimeira do G7 em Lille, em Março de 1996.
Será necessária a intervenção do RAID para pôr fim à série de roubos cometidos por “financiar a causa dos muçulmanos bósnios”explicarão, durante o seu julgamento, em 2001, dois dos três sobreviventes deste grupo atípico, formado por aprendizes de jihadistas, que lutaram, todos, em 1994 e 1995, dentro da brigada Mujahideen na região de Zenica, na Bósnia. É descrito como o prenúncio do que viria a ser a Al-Qaeda.
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