O petroleiro “Skipper”, apreendido pelos Estados Unidos na costa da Venezuela em 10 de dezembro, avistado enquanto navegava em direção ao sudoeste e estava a aproximadamente 33 quilômetros ao norte de Guadalupe, em 12 de dezembro de 2025.

A escalada é clara. O quadro jurídico da intervenção, mais vago do que nunca. Através de uma simples mensagem na sua rede Truth Social, na noite de terça-feira, 16 de dezembro, Donald Trump anunciou que o exército americano – e mais precisamente “a maior armada já montada na história da América do Sul” – organizou o bloqueio marítimo da Venezuela, para impedir qualquer movimento de navios petroleiros deste país, sujeito a sanções. O objectivo parece ser o colapso do regime local, por falta de recursos, evitando ao mesmo tempo uma intervenção militar americana no terreno, com consequências imprevisíveis. Em 2 de dezembro, Donald Trump apresentou os ataques aéreos na própria Venezuela como iminentes.

Instala-se uma grande confusão. Envolve as verdadeiras intenções da administração norte-americana, que oscila constantemente entre diferentes registos: a luta contra a imigração ilegal, contra a droga e os seus cartéis, contra o regime de Nicolas Maduro, contra os seus recursos económicos. Esta imprecisão diz respeito também à dimensão da campanha assim lançada, aos recursos militares solicitados e ao quadro jurídico em que se enquadra.

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