Foram necessários sete anos e o regresso de Donald Trump ao poder para que as relações entre o Canadá e a China avançassem no sentido de uma aparência de estabilização.
O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, e o presidente chinês, Xi Jinping, reuniram-se finalmente na sexta-feira, 31 de outubro, para uma conversa de quarenta minutos à margem da cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC) na Coreia do Sul, durante a qual cada um expressou o seu desejo de avançar.
As relações sino-canadenses atravessam um período glacial desde 2018 e a prisão em Vancouver, a pedido da justiça americana, da diretora financeira e filha do fundador da gigante chinesa de telecomunicações Huawei, Meng Wanzhou. Pequim, por sua vez, manteve como reféns diplomáticos, durante quase três anos, dois cidadãos canadianos residentes na China, o consultor Michael Spavor e o ex-diplomata Michael Kovrig.
Uma conversa, filmada em novembro de 2022, à margem de uma cimeira do G20 na Indonésia, demonstrou o frio persistente. Xi Jinping deu um sermão ao então chefe de governo canadense, Justin Trudeau, após o conteúdo de uma breve discussão entre eles ter sido publicado em um jornal. “Tudo o que falamos vazou para a imprensa, não é apropriado”, o líder chinês o criticou. Depois, em Outubro de 2024, o Canadá impôs tarifas elevadas sobre carros eléctricos, aço e alumínio chineses, enquanto a China visava as grandes exportações de colza do Canadá.
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