E se por trás da aparente diversidade dos clássicos da Disney dos anos 60 houvesse uma receita secreta, repetida 5 vezes pela mesma dupla de roteiristas? Descubra como a magia, a competição e os objetos fantásticos moldaram filmes inesquecíveis.

No início da década de 1960, a Disney produziu uma série de filmes surpreendentemente semelhantes, sem que o público percebesse. Entre 1961 e 1968, cinco longas-metragens do estúdio compartilharam elementos recorrentes, todos assinados pela dupla de roteiristas Bill Walsh e Don DaGradi.

Tudo começou em 1961 com Monte là-d’ssus, uma comédia fantástica estrelada por Fred MacMurray. O filme conta a história de um cientista um tanto excêntrico que acidentalmente inventa uma substância extraordinária, o plaxmol (ou Flubber Em inglês). Graças a este produto elástico, ele consegue vencer uma competição de basquete em sua escola, ter seu carro roubado e frustrar os planos de Alonzo P. Hawk, um banqueiro pronto para fazer qualquer coisa para aproveitar a descoberta. O sucesso foi imediato e teve um impacto profundo em Walsh e DaGradi, que reutilizariam esta receita mágica diversas vezes.

Vá lá (1961)

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Vá lá (1961)

Dois anos depois, os mesmos roteiristas criaram After Him, the Flood, sequência de Vá lá. O cenário utiliza os ingredientes do primeiro filme: uma competição esportiva (desta vez uma partida de futebol), o carro voador e a luta contra o Falcão maquiavélico para proteger o colégio. A alquimia funciona novamente, confirmando que Walsh e DaGradi encontraram um modelo narrativo eficaz.

Os mesmos motivos em Mary Poppins

Mas a reciclagem não para por aí. Em 1964, trabalharam em Mary Poppins, que à primeira vista parecia muito diferente. Porém, aparecem os mesmos motivos: um meio de “roubar” (o guarda-chuva mágico de Maria), um evento esportivo (a famosa corrida de cavalos) e a necessidade de salvar um local ameaçado (um banco). Os temas estão aí, transpostos para um universo completamente diferente, provando que a dupla sabe reinventar as suas ideias sem as abandonar.

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Dois filmes em 1968 e a repetição do padrão

Quatro anos depois, em 1968, a Disney lançou dois novos filmes de Walsh e DaGradi: O Fantasma do Barba Negra e O Amor de Joaninha. Aqui, novamente, o padrão narrativo é reconhecível. Em ambos os casos, a história começa com a aquisição de um objecto aparentemente banal mas cheio de surpresas (uma bacia ou o famoso carro Choupette). Segue-se uma competição desportiva (atletismo ou automobilismo), uma personagem fantástica (um fantasma ou um carro vivo), uma aposta alta e perseguições originais envolvendo um veículo autónomo. Fantasma do Barba Negra retoma ainda o tema do estabelecimento a ser salvo, desta vez um hotel ameaçado por um mafioso.

Um Amor de Joaninha (1968)

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Um Amor de Joaninha (1968)

Uma receita mágica, sempre eficaz

Ao mudar o cenário e os personagens, a Disney produziu cinco filmes que eram muito diferentes na superfície, mas surpreendentemente semelhantes em sua construção. Isso não tirou seu charme: Maria Poppins, A joaninhaE Fantasma do Barba Negra Ainda há clássicos para redescobrir, disponíveis no Disney+. Quanto aos filmes Flubberembora o original tenha envelhecido, o seu legado continua a fazer-se sentir nestas histórias cheias de magia e comédia.

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