Você sabia que o maestro do famoso concerto final de “The Man Who Knew Too Much” não é outro senão uma lenda de Hollywood? Mergulhe no mundo de Bernard Herrmann, o homem por trás da música de Hitchcock.
O Homem que Sabia Demais em sua versão de 1956 é o remake de Alfred Hitchcock de seu próprio filme de 1934, um “auto-remake” que contém uma breve aparição de uma verdadeira lenda de Hollywood – mas é preciso ter cuidado para identificá-la!
Ao assistir ao filme de 1956, é difícil não se deixar cativar pela cena final do show, onde o suspense atinge o auge. Mas entre o tumulto e os instrumentos, um detalhe muitas vezes passa despercebido: o maestro não é outro senão um verdadeiro ícone de Hollywood. E não, não se trata do próprio diretor.
O filme conta a história de Ben (James Stewart) e Jo McKenna (Doris Day), um casal em férias que involuntariamente se envolve em uma conspiração para assassinar um dignitário estrangeiro. Quando seu filho, Hank (Christopher Olsen), é sequestrado para chantageá-los, eles embarcam em uma corrida contra o tempo. O clímax ocorre durante um show em um local lotado em Londres, onde tudo pode mudar no exato momento do toque do prato. Enquanto Ben explora os bastidores em busca de um assassino prestes a atacar, a câmera permanece focada no maestro, deixando o espectador em suspense.
O ícone invisível por trás do suspense
Este músico não é outro senão Bernard Herrmann, o compositor favorito de Hitchcock e colaborador em nove de seus filmes, de Mas Quem Matou Harry? (1955) para Cortina Rasgada (1966). Além desse papel memorável, Herrmann fará uma breve aparição em The False Guilty, outro filme de Hitchcock de 1956, que constitui todas as suas raras incursões na tela.
Imagens Universais O homem que sabia demais
Herrmann não era apenas um músico de cinema: começou sua carreira compondo a trilha sonora de Cidadão Kane em 1941. Ganhou seu primeiro Oscar naquele mesmo ano por Tudo de Bom na Terra, de William Dieterle, e um segundo póstumo por dois filmes: Taxi Driver, de Martin Scorsese, e Obsessão, de Brian De Palma. Nesse ínterim, deixou sua marca no cinema com clássicos como A Casa nas Sombras, A Aventura da Sra. Muir, O Jardim do Diabo, O Homem de Kentucky, A Sétima Viagem de Sinbad e Viagem ao Centro da Terra.
Imagens Universais O homem que sabia demais
A colaboração entre Hitchcock e Herrmann terminou em 1966, após divergências sobre A cortina rasgada. Apesar desta ruptura, o legado musical de Herrmann continua a ressoar, imortalizado tanto pelas suas composições como pela sua aparição fugaz mas memorável na obra-prima do mestre do suspense.
O Homem que Sabia Demais pode ser redescoberto no VOD.
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